domingo, 22 de abril de 2012

Crise do Sono



Porque estais dormindo?
(Lc 22.46)



Pedro, filho do cantor sertanejo Leonardo, sofreu um grave acidente na rodovia BR-452, com graves ferimentos está em coma induzido. Ele estava sozinho no momento em que o carro capotou e suspeita-se que ele dormiu ao volante, enquanto voltava de um show.
O sono pode ser definido como um período de repouso para o corpo e a mente, ao qual a volição e a consciência estão em inatividade parcial ou completa. É também reconhecida como uma necessidade, que tem como principais funções o descanso, registros importantes na memória, regulação de defesa do organismo. Mas quando o sono fica descontrolado com episódios de preguiça e sonolência diurna excessiva, pode-se tornar em uma doença crônica chamada narcolepsia, é a crise do sono com desejo incontrolável de dormir.
Quando Jesus está no Getsêmani ele orienta os seus discípulos a estarem vigilantes para que não entrem em tentação, então Ele começou a orar de joelhos, estando em agonia, seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra, Jesus então se levanta, e quando encontra seus discípulos, eles estavam dormindo.
Precisamos obedecer às orientações de Jesus e tomar o cuidado para não dormirmos, quando deveríamos estar vigilantes. A sonolência espiritual é um problema que precisamos combater com todas as nossas forças, temos que querer ficar acordados e conscientes, pois foi no momento em que o lavrador dormia, que o inimigo semeou joio no trigo e retirou-se (Mt 13.25). Descanse no Senhor (Sl 37.7), e cinge os teus lombos de força e fortalece os teus braços (Pv 31.17).
Porque está dormindo? Levante-se.


Rev. Valdomiro Cardoso Filho
"Vivendo por Cristo, pela graça e no amor de Deus!"

segunda-feira, 12 de março de 2012

Lançando as Redes Sociais


As redes sociais precisam ser disponibilizadas de tal forma, que todos tenham condições de utilizá-las como benefício, repercutindo no ambiente de trabalho e nos relacionamentos interpessoais. Em contraposição também é de suma importância que haja um controle e a devida conscientização dos limites das informações que devem ser publicadas, conservando os direitos autorais de textos e imagens.
O ambiente de trabalho pode ser dinamizado e potencializado, caso os profissionais saibam utilizar de forma adequada as redes sociais. As informações podem chegar em tempo real aos clientes, assim como, eles também teriam dados estatísticos para escolher e comprar seus produtos, os colaboradores poderiam trocar informações de forma ágil e precisa. Com toda certeza temos muitos aspectos favoráveis para a utilização do sistema social na internet.
Apesar de o termo parecer pejorativo, os ‘nerds sociais’ tem sido um paradigma que está sendo superado. Ao invés de isolados e anti-sociais, está surgindo um novo conceito de pessoas que se relacionam através das redes sociais. Elas são interativas, comunicativas e estão procurando conhecer pessoalmente aquelas com quem tem “amizade”. As redes tem sido um excelente instrumento de comunicação e aproximação entre pessoas na sociedade.
Dificilmente ficaríamos isentos de enfrentar problemas em um ambiente virtual, ao qual podemos expressar nossas opiniões, anexar fotos e imagens que se identificam com as nossas virtudes e conceitos, recitar versos e poemas, enfim, comunicar o que achamos interessante e oportuno. Porém, devemos respeitar opiniões alheias, assim como, observar se o que publico é de minha propriedade ou se tenho autorização para tal.
Apesar de reconhecermos a necessidade de termos leis específicas, para regular a utilização e transmissão de informações nas redes sociais, acreditamos que a conscientização e orientação ainda são as melhores opções estratégicas. É inegável a importância de ter uma melhor acessibilidade das redes para a população em geral, possibilitando as muitas e reconhecidas contribuições que elas proporcionam.

Rev. Valdomiro Cardoso Filho
"Vivendo por Cristo, pela graça e no amor de Deus!"

domingo, 11 de março de 2012

Marcas de uma Igreja


“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum“.
Atos 2:42-44

No livro de Mark Dever “As Nove Marcas de uma Igreja Saudável” são destacados vários pontos necessários para que uma igreja tenha uma prática coerente com as Escrituras. Toda igreja deve expressar a sua prática pautada nos princípios e doutrinas bíblicas, para que não seja enferma e debilitada em suas ações e fé.
As marcas que uma igreja deve ter, são aquelas que a Bíblia ensina, por isso devemos buscar a base sólida da doutrina apostólica.
A Palavra de Deus é sempre prioridade, ela deve ser pregada, ensinada, comentada, refletida e praticada, buscando sempre a direção do Espírito Santo, os cristãos precisam desejar o aprendizado, sentir a necessidade de ouvir e a irresistível vontade de praticar.
A comunhão não se resume em estar presente ou participar das atividades da igreja local, isto na verdade é inevitável àqueles que professam Jesus como Senhor e Salvador, pois a igreja é a noiva de Cristo, e congregar torna-se necessidade e prioridade. Não podemos pensar em saúde espiritual estando isolados do Corpo de Cristo.
Momentos de orações podem ser realizados na individualidade ou na coletividade. No primeiro caso, é sempre o mais difícil. Quando estamos no coletivo, participamos e somos conduzidos a adorar e glorificar à Deus, o clima da adoração é o conjunto e orar torna-se natural, e isto nos leva a ter em nossas famílias a prática de oração, lembre-se, uma igreja que ora é uma igreja saudável.
Com estas marcas, os resultados são o temor do Senhor em cada alma, sinais e prodígios acontecendo, a unidade e a comunhão sendo visíveis.
Que Deus nos conceda a capacidade de estar em uma igreja com marcas saudáveis, e que possamos testemunhar e glorificar a Jesus Cristo.

Rev. Valdomiro Cardoso Filho
"Vivendo por Cristo, pela graça e no amor de Deus!"

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Invisibilidade Pública!


“Porque o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres perecerá perpetuamente.” Salmos 9:18
 O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou durante oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo, em sua tese de mestrado, pela USP, comprovou a existência da invisibilidade pública. Ele declara: “percebi que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um ‘sopro de vida’ um ‘sinal da própria existência’. O pesquisador sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto, constatando uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, nesta situação enxerga-se somente a função e não a pessoa. Muitos esbarravam em seu ombro e nem sequer se desculpavam, em locais onde outrora seus colegas e professores, paravam para conversar com ele, agora ninguém o reconhecia. No início Fernando teve uma sensação muito ruim, sentiu o seu corpo tremer como se ele não o dominasse, sentiu uma angústia, dores de cabeça, almoçava e não sentia o sabor da comida.
Refletindo sobre esta matéria me perguntei se alguma vez fiz questão de cumprimentar os coletores de lixo que de forma profissional e rotineira, vem à minha casa. Como seria para essas pessoas se de vez em quando os esperássemos com uma jarra de água gelada e oferecêssemos para elas, como gesto de gratidão pelo bem que a sua profissão nos faz. E quanto ao frentista do posto de gasolina? Da operadora de caixa do supermercado? Do garçom, recepcionista, vendedor, etc. A impressão que fica, é que essas pessoas são máquinas humanas, que servem funcionalmente a uma sociedade superficial e individualista, que prefere os numerosos contatos nas redes sociais em detrimento de um “bom dia” ao seu próximo.
Muitas vezes estamos em nossos ‘guetos relacionais’, onde conversamos, rimos convidamos para jantares, passeios, perguntamos como foi a semana, mas não atentamos ao estranho, que teria como expectativa uma simples pergunta: “qual o seu nome?”, ou uma pequena afirmação: “que bom que você está aqui”.
O ministério de Jesus foi marcado pela pessoalidade com que tratava as pessoas e como o Mestre se interessava por elas, mesmo no meio de uma multidão percebeu o toque de uma mulher que buscava desesperadamente a solução para o seu problema, conversou com uma samaritana oferecendo para ela a água da vida e demonstrando um profundo conhecimento da sua realidade. Ló percebeu estranhos numa praça e os acolheu em sua casa, Boaz notou e favoreceu a estranha que trabalhava em sua lavoura.
Que a nossa oração seja: Senhor abre os meus olhos para que eu possa ver as pessoas como pessoas, o estranho como amigo, o necessitado como parente, tire de nós a indiferença e quando estiver com os amigos que eu olhe em volta para perceber aquele que está só.

Rev. Valdomiro Cardoso Filho
"Vivendo por Cristo, pela graça e no amor de Deus!"